500 Days of Summer

500 Days of Summer

Summer e Tom são dois personagens que crescem e amadurecem juntos, mesmo estando em momentos completamente diferentes na vida. Tom é um sujeito triste, sem grandes propósitos na vida, que abandona a carreira para escrever cartões comemorativos. Ele acredita no amor, em paixão, na fantasia e acredita que isso algum dia vai acontecer com ele, mesmo que ele não se mexa para isso. Acredita que duas pessoas podem passar o resto da vida juntos e viver felizes para sempre, como nos filmes. Summer é o contrário. Acredita que o amor é uma grande fantasia e vive a vida um dia após o outro, fazendo o que quer, da forma que quer porque só ela pode transformar a própria vida.

Summer provavelmente já teve um momento da sua vida em que acreditava nas mesmas coisas que Tom. Mas às vezes a vida ensina que não é assim que as coisas funcionam e ela então decide viver, sem pensar muito em rótulos ou fórmulas. E de uma forma cruel ela ensina isso para Tom, causando uma desilusão amorosa de dar dó. Ele passa então a não acreditar mais na fantasia e descobre que só ele pode mover a própria vida. Pede demissão, volta a estudar arquitetura, cria uma coragem que antes ele não tinha.

Ironicamente, ela se apaixona e casa logo depois. Talvez porque ela já passou dessa fase da inconseqüência que o Tom se encontra no final do filme. E talvez esse seja um retrato fiel da vida como ela deve ser. Primeiro todo mundo acredita na fantasia, no amor eterno, em conto de fadas e filmes da Drew Barrymore. Depois todo mundo se toca que isso é irreal, que talvez amor de verdade não exista, que só nós mesmos podemos tocar a própria vida e que nada cai do céu. O fundo do poço, digamos assim, é o que dá coragem para as pessoas mudarem. Você só para de ter medo depois de ver o lado ruim. E foi isso que a Summer mostrou para o Tom. E no final, ela já se conhecia o suficiente para deixar alguém entrar na vida dela de verdade e por isso ela casou. Ninguém conhece amor de verdade sem se conhecer de verdade e sem ter passado por algum período ruim na vida. Ninguém dá valor a alguma coisa sem ter tido nenhum tipo de dificuldade antes. E é exatamente isso que o filme mostra. Eles estão em momentos diferentes, mas se ajudam a crescer e amadurecer, cada um em uma direção. E no final de filme, os dois estão felizes, cada um com sua posição.

E que trilha sonora perfeita para um filme desses. Smiths, Regina Spektor, Carla Bruni, Wolfmother, Simon & Garfunkel. Genial. E a escolha dos atores também foi perfeita. Tanto o Joseph Gordon-Levitt quanto a Zooey Deschanel se encaixaram muito bem nos personagens. Eles prendem a atenção e eles fazem você se apaixonar pelos dois, tanto juntos quanto separados.

Eu admito que hoje eu sou uma mistura dela no início do filme com ele no final do filme. Eu não acredito na fantasia, eu passei por um momento ruim (que ok, não foi uma desilusão amorosa que nem a do Tom) e agora eu crio coragem para transformar as coisas ruins em boas. É difícil, mas eu sei que é possível. Eu acho que eu me conheço muito bem, mas eu só preciso de mais coragem. E no final das contas vai dar tudo certo.

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25 anos, carioca com orgulho, jornalista, flamenguista doente mas não odeia nenhum outro time, já morou no País de Gales mas prefere a Inglaterra, adora rugby e não suporta basquete, acha o Zidane o maior jogador de futebol que viu jogar, viciada em Lost e Jack Bauer, odeia novelas do Manoel Carlos e nunca vai colocar o nome da filha de Helena e tem o Johnny Deep como o cara mais lindo do mundo.

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